Blog do Pannunzio

Destaques dos jornais de hoje – Valor Econômico

Para ganhar dois milésimos de segundos
A Bolsa de Valores de Nova York está gastando US$ 500 milhões na construção de duas centrais de processamento de dados que permitirão aos investidores reduzir em dois milésimos de segundo as ordens de compra de ações transmitidas por meio de computadores. Em agosto, quando as novas instalações ficarem prontas, em New Jersey e Londres, os investidores poderão transmitir ordens à bolsa em apenas 60 microssegundos, unidade de tempo que representa um segundo dividido em um milhão de partes. Hoje, as ordens são feitas em dois milésimos e 60 milionésimos de segundo. “Dá para fazer um bocado de coisas em um milésimo de segundo”, diz Christiaan Brakman, diretor da bolsa. (Págs. 1 e C8)

China volta a valorizar o yuan
O yuan atingiu ontem o maior valor de fechamento em relação ao dólar desde a mudança cambial de julho de 2005, sem que o Banco Central chinês interviesse, cumprindo a promessa do fim de semana de permitir maior flexibilidade à moeda. Mas operadores disseram que é improvável que o yuan repita ganhos na mesma escala nos próximos dias. É permitido que o yuan suba ou caia 0,5% ante o ponto médio, mas a moeda raramente oscilou entre os extremos.
O yuan fechou a 6,7976 por dólar ontem, com valorização de 0,42% ante o fechamento de sexta-feira. O BC chinês descartou no domingo uma mudança cambial similar à de julho de 2005, disse que não há base para uma apreciação grande e acenou com a manutenção da taxa de câmbio em um nível estável.
A decisão da China de acabar com o atrelamento do yuan ao dólar desencadeou uma valorização imediata de moedas da Ásia e outros mercados emergentes, num sinal de aumento da confiança na recuperação sustentada da economia. Os preços das commodities, como petróleo e metais, subiram, enquanto as bolsas europeias fecharam em alta. No entanto, dúvidas quanto às reais intenções da China em relação ao yuan no fim do pregão levaram as bolsas americanas a encerrar o dia no vermelho. (Págs. 1, A11, B11 e C2)

Modelo chileno para o BC agrada a Serra
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, defendeu o modelo de Banco Central adotado pelo Chile, onde as decisões são tomadas em conjunto com o Ministério da Fazenda – que, porém, não tem direito a voto nas reuniões. Serra citou o modelo chileno ao ser questionado sobre o que faria caso o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentasse a taxa de juros e ele considerasse a decisão equivocada. O tucano foi entrevistado no programa Roda Viva, da TV Cultura, que foi ao ar ontem à noite.
“Lá no Chile nunca teve nenhuma decisão do BC que não fosse de comum acordo com a Fazenda, com todo mundo”. Ressaltou que isso é diferente de “coisa de amador, de análises cucarachas”. (Págs. 1 e A6)

Marisa cria empresa atacadista
A rede de lojas de moda feminina Marisa criou uma subsidiária dedicada ao comércio atacadista, uma tentativa de garantir a oferta de produtos em seus 233 pontos de venda. Serão instaladas unidades atacadistas em quatro Estados (Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Ceará) e a ideia é captar fornecedores regionais e distribuir os produtos para todo o país. Com a abertura de mais 39 lojas até o fim do ano, a Marisa teme que as cerca de 450 confecções que atendem a empresa não tenham condições de acompanhar sua expansão. “Não temos produto em falta nas lojas e para que essa situação continue sob controle temos de ampliar nossa carteira de fornecedores”, explica o presidente da empresa, Marcio Goldfarb. (Págs. 1 e B4)

Grandes obras são arma de Roseana Sarney na disputa por mais quatro anos no poder (Págs. 1 e A14)

Grupo suíço Swatch agita a indústria de relógios mundial (Págs. 1 e B7)

Petrobras investirá menos no exterior, diz Gabrielli (Págs. 1 e B8)

SP aperta o cerco aos devedores
Governo paulista cria força-tarefa para apertar o cerco aos grandes devedores do Estado. O alvo inicial serão 12 empresas dos setores farmacêutico, sucroalcooleiro e de combustíveis. (Págs. 1 e A3)

Cade quer posto em supermercado

Para aumentar a concorrência no varejo de combustíveis, o Cade vai defender no STF a abertura de postos de abastecimento em supermercados. (Págs. 1 e A5)

Expectativa de mercado
Mais de cem empresas aguardam a regulamentação das operadoras móveis virtuais, empresas que alugam infraestrutura das teles móveis e vendem serviços com sua própria marca. (Págs. 1 e B3)

Jornada paraguaia
Ao vetar lei que estabelecia jornada de 6 horas diárias para os servidores públicos, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, compra briga com o Congresso e líderes sindicais. (Págs. 1 e A10)

França irrita patrocinadores
O vexame da seleção da França, que deve encerrar hoje sua participação na Copa em partida contra a África do Sul, já afasta os patrocinadores. O banco CréditAgricole e a rede de lanchonetes Quick suspenderam campanhas ligadas ao time. (Págs. 1 e B4)

PE tenta atrair estaleiro
Recusa da Prefeitura de Fortaleza em liberar a construção do Estaleiro Promar na praia de Titanzinho leva a PJMR, dona do empreendimento, a negociar sua construção no Estado de Pernambuco. (Págs. 1 e B8)

Siderurgia aquecida

A produção mundial de aço bruto continua em alta e alcançou 124 milhões de toneladas em maio, elevação de 3% sobre o mês anterior e de 30% em relação ao mesmo período do ano passado. (Págs. 1 e B9)

Acomodação da celulose
Após seis reajustes em 2010, a chegada das férias no hemisfério norte deve reduzir a demanda e acomodar os preços da celulose de fibra curta. Novo aumento poderá acontecer no quatro trimestre. (Págs. 1 e B9)

Exportação de açúcar
A retração nos preços do açúcar reacendeu a demanda pelo produto num momento em que apenas o Brasil dispõe da commodity. Com isso, as exportações deste ano deverão superar as de 2009. (Págs. 1 e B12)

Martins fecha parceria em cartões
O Tribanco, braço financeiro do grupo atacadista Martins, fechou acordo com a Redecard para oferecer serviços de captura de transações com cartões e antecipação de recebíveis a seus 150 mil clientes do varejo. (Págs. 1 e C7)

Ideias
Delfim Netto
A política monetária, mesmo quando bem-sucedida, não pode dar conta do crescimento econômico. (Págs. 1 e A2)

Ideias
Aldo Rebelo
Ao cavar um abismo entre proteção ao ambiente e estímulo à produção rural, o Código não logrou qualquer objetivo. (Págs. 1 e A12)

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