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Pandemia XIII – No México, ninguém sabe o que fazer com as máscaras

Enviado por Emília Boudens, de Puebla, no México, especial para o Blog.

Terminada a paranóia da gripe A (H1 N1), mais conhecida em todo o mundo como gripe suína, o governo mexicano segue recomendando aos cidadãos o uso da máscara cirúrgica como um dos principais meios de evitar o contágio da doença. Autoridades do Ministério de Saúde advertem que o vírus ainda está ativo e que o fim da epidemia ainda não pode ser decretado porque para isso se necessita que durante um período de 15 dias nenhum novo caso seja registrado.

O pânico certamente já passou. As pessoas já não veem a nova doença como sinônimo de morte e já não há escassez dessas máscaras no mercado. Muita gente, inclusive, já nem as utiliza mais.

Surge agora um novo problema no país, principalmente na Cidade do México: a existência de milhares de máscaras descartáveis jogadas nas ruas, atiradas em lugares inapropriados para esse tipo de lixo.

Começa, então, um novo problema de saúde pública. A falta de informação e o descuido são as principais ameaças para o surgimento de um novo foco de infecção. As pessoas começam a ser orientadas para se desfazer  não somente das máscaras, mas também das luvas descartáveis, após o uso.

A principal recomendação é que luvas e máscaras sejam colocadas em um saco plástico, que deve ser amarrado e somente depois jogado no lixo. Especialistas em infectologia afirmam que essa é a principal medida para combater e evitar a propagação do vírus no meio ambiente.

O vírus dessa gripe é altamente sensível à luz solar e não resiste muito tempo em lugares secos.

Emília Boudens é jornalista brasileira que há seis anos reside no México, onde trabalha na Universidade de Puebla.

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