Do blog Objetivando disponibilizar Parei pra ler o post sobre o perrengue que o Fábio Panunzio passou ao ficar trancado do lado de fora... Votos de casamento não incluem greve do metrô de São Paulo
Marido e o cão Zé em dia de greve do metrô

Marido e o cão Zé em dia de greve do metrô

Do blog Objetivando disponibilizar

Parei pra ler o post sobre o perrengue que o Fábio Panunzio passou ao ficar trancado do lado de fora de casa, e não pude me furtar a lembrar de fato semelhante ocorrido com o marido.

Sei que não tem a ver com a linha editorial deste blog, mas e daí? O blog é meu quem decide o que vai ser postado aqui sou eu, oras! 😉

Morávamos em São Paulo, numa casa de sobrado no bairro da Aclimação, construída durante a II Guerra Mundial. A porta também era daquelas que não tem como abrir por fora, motivo pelo qual eu sempre deixava aberta a janelinha de vidro da parte de cima da porta, quando estava em casa. E, já prevendo que eu invariavelmente iria me trancar do lado de fora de casa, deixei uma cópia da chave não com um, mas com dois vizinhos prestativos. Um deles, a prima do marido.

Um belo dia, o metrô de SPaulo entrou em greve. O marido trabalhava num escritório no centro da cidade, a 30 minutos do sobrado da Aclimação. Eu trabalhava em Perdizes, mais longe pouquinha coisa – mas com o centrão da cidade no meio do caminho. Some-se a isso o fato de eu estar de carona com uma colega nesse dia.

Pois bem. Ao final do expediente, liguei pro marido e disse: “hoje vou chegar mais tarde em casa, lá pelas oito, nove da noite. Vou fazer hora com os amigos até o trânsito desafogar, tá bem?”. Estava, disse o marido, que rumou para casa a pé, pois os ônibus elétricos também estavam engripando àquela altura do campeonato.

Marido chegou em casa diapé. Feiticeirinho inda num tinha sido nem projetado, só tínhamos o Zé, nosso totó de estimação. Marido, então, decidiu levar o Zé pra passear, enquanto eu não chegava. Eram 18:30. Ele me liga:

– Ó, eu e Zé estamos neste momento saindo de casa pra dar um pass…. ah, não! Acabei de bater a porta e deixei a chave do lado de dentro!

– Toca na sua prima, pega a chave dela!

– Não tem ninguém em casa, o que que eu faço?

– Toca na casa 101, a fulana tem a chave, também.

Marido tocou na casa da fulana. Ela não estava em casa, só os pais. E eles não sabiam da chave.

Saíram marido, Zé e o iPhone do marido em peregrinação pelas ruas da Aclimação, enquanto a vizinha não chegava. A vizinha voltou, descobriu o perrengue, correu pra pegar a chave da nossa casa e… descobriu que a havia perdido!

19:15h. trânsito ardendo de estressado na cidade de São Paulo. Marido me liga, histérico:

– Você tem que vir pra casa agora! Eu estou trancado do lado de fora e só você pode abrir a porta! Minha prima só chega em casa às onze da noite!

Eu, sentada na mesa de um bar tomando Coca-cola, respondi:

– E por que eu tenho que sair feito louca no meio desse trânsito fidumaégua, inda mais que você sabe que eu tô de carona, zifio?

– Porque você é minha mulher, e você me juoru fidelidade!

– Jurei, sim! Na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença! As juras não previam greve no metrô de São Paulo, não senhor! Tem que pedir revisão desse texto aí…

– Você tem que vir pra casa agora!

– Não, senhor! O senhor é quem vai esperar pacientemente e, enquanto isso, pensar por que fechou a porta com a chave dentro de casa…

Marido não pediu o divórcio. Mas quase me matou naquela noite. Ao menos ele resolveu afogar as mágoas junto com o Zé na pizzaria do Nelito, na esquina de Turmalina com Espírito Santo.

Zé e marido entraram em casa naquela noite junto comigo. Às 20:45. Marido puto da vida. E o Zé resignado.

Para ler o original clique aqui: » Votos de casamento não incluem greve do metrô de São Paulo.



Sem comentários ainda.

Comente!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *