Toni Sciarreta, Sheila D’Amorim – O empresário Silvio Santos, 79, deu como garantia praticamente todo o seu patrimônio empresarial, incluindo o SBT e o... Silvio Santos terá que vender patrimônio

Toni Sciarreta,
Sheila D’Amorim –

O empresário Silvio Santos, 79, deu como garantia praticamente todo o seu patrimônio empresarial, incluindo o SBT e o Baú da Felicidade, para obter R$ 2,5 bilhões do FGC (Fundo de Garantidor de Crédito), um fundo privado gerido pelo conjunto de bancos. O dinheiro servirá para cobrir um rombo no balanço da instituição.
Como é improvável que as 44 empresas do grupo gerem caixa suficiente para pagar a totalidade do empréstimo, o grupo terá de se desfazer de boa parte do patrimônio.
Na prática, todas as empresas estão à venda. O valor contábil (expresso nos livros) do grupo soma R$ 2,7 bilhões -se estivesse na Bolsa, seria maior por englobar prêmio pela posição de mercado.

O primeiro que deve ser passado adiante será o próprio banco PanAmericano, considerado o ativo mais líquido do grupo. Dificilmente a Caixa comprará porque não pretende torná-lo estatal.
Estima-se que o banco poderia valer R$ 1,5 bilhão. O SBT é a empresa mais difícil de ser vendida, devido às amarras da lei. O SBT nem pode ser oferecido como garantia, que foi constituída de forma indireta.
Segundo advogados especialistas em radiodifusão, a legislação do setor não permite que concessões sejam dadas em garantia de empréstimos, mas o SBT poderia oferecer aos bancos prédios e terrenos.

Segundo o presidente do conselho do FGC, Gabriel Jorge Ferreira, o empresário Silvio Santos se dispôs a vender todas essas empresas se for preciso para saldar o empréstimo. “Nunca vi um empresário fazer isso, se colocar nessa situação”, disse Ferreira. O empréstimo é sem juros e tem correção pelo IGP-M.
O grupo terá dez anos para saldar a dívida, sendo que o primeiro pagamento semestral ocorrerá em três anos. Para socorrer o PanAmericano, o Fundo Garantidor exigiu que a holding Silvio Santos Participações mudasse seu status de empresa limitada para S.A., que tem balanços auditados e pode emitir debêntures (título de empresa que rende juros).

Negócios
Segundo a Folha apurou, os bens, que incluem 44 empresas -entre as quais o próprio banco PanAmericano, seguradora, companhias de capitalização, de cosméticos e consórcios-, já deverão começar a ser negociados. O prazo de carência acertado na operação teria sido para garantir que Silvio Santos não precise vender seus bens a qualquer preço.

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