Daiene Cardoso – Após ter sua história contada em livro e nas telas do cinema, virar personagem do South Park e da “Ilha Presidencial”... Lula vira personagem de gibi

Daiene Cardoso –

Após ter sua história contada em livro e nas telas do cinema, virar personagem do South Park e da “Ilha Presidencial” (do site de humor venezuelano “El Chiguire Bipolar”), e ganhar fama internacional por ser chamado de “o cara” pelo dirigente norte-americano Barack Obama, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o tema do primeiro gibi da coleção “História do Brasil em Quadrinhos”, da editora Sarandi. A coleção, que chegou às bancas e livrarias de todo País nesta semana, começa com a “Série Brasileiros”, que aborda a história de personalidades que marcaram a história do Brasil. A menos de dois meses do final de seus oito anos de mandato, o presidente Lula aproveita a publicação para se despedir do poder em uma carta publicada no final do volume, onde diz que deixa o governo com a “sensação do dever cumprido”.

Inicialmente foram produzidos 37 mil exemplares do livro “Luiz Inácio Brasileiro da Silva”, que chega às bancas ao preço de R$ 4,95. As 48 páginas retratam a trajetória de vida do presidente da República, desde sua infância no sertão pernambucano até os dias atuais, com o final do mandato na Presidência da República. O texto é de Toni Rodrigues, autor dos livros infantis “Um monstro no meu quarto” e “Tem bicho que gosta” e as ilustrações são do argentino Rodolfo Zalla, que se destacou como editor de quadrinhos na década de 80 com as revistas “Calafrio” e “Mestres do Terror” e é conhecido no mercado pela sua habilidade em trabalhar com gêneros diversificados, como terror, guerra, policial, western e sexo.

O gibi começa com o elogio do presidente norte-americano Barack Obama ao colega brasileiro durante reunião do G20, em abril de 2009. “Essa é a história do homem que Obama chamou de ‘o político mais popular do Planeta Terra’”, diz a introdução. O gibi aborda uma série de temas que não apareceram no no filme “Lula, o filho do Brasil, de Fábio Barreto, como o nascimento de sua filha Lurian e outros fatos relevantes da história da política brasileira, do final da década de 70 ao período da redemocratização. Aparecem no gibi ainda a posse de José Sarney, após a morte de Tancredo Neves, a eleição de Fernando Collor de Melo (sem menção ao processo de impeachment) e as duas derrotas na disputa pela Presidência para o tucano Fernando Henrique Cardoso, tratado como “um antigo companheiro de lutas”.

“Finalmente, nas eleições de 2002, o filho de Dona  Lindu se elege pela primeira vez como presidente do Brasil. Ele implementa em seu governo um amplo programa social, sempre que possível voltado para os menos favorecidos”, diz o gibi. “Lula é reeleito em 2006. Os problemas são muitos, nem todas as batalhas são vencidas, mas ele chega ao final de seu segundo mandato com um dos maiores índices de popularidade da história da República.” O papel a ser desempenhado por Lula após deixar a Presidência é questão deixada em aberto na última página da publicação: ”Muitos se perguntam que futuro aguarda este homem que de uma origem bastante humilde, contra todas as circunstâncias, chegou ao mais alto cargo que um político possa almejar… mas o futuro ainda é uma página em branco…”, conclui o gibi.

Ao final da leitura, o leitor se depara com uma “mensagem” assinada pelo presidente, onde ele diz que sua história representa a de milhões de brasileiros anônimos que não tiveram oportunidades. Lula agradece a todos que contribuíram para a realização de seu governo, dos funcionários mais humildes aos ministros, à sua família e, principalmente, à primeira-dama Marisa Letícia. “Apesar do muito que ainda falta ser feito, vou concluir o mandato com a sensação do dever cumprido. Com a certeza de que cada página em branco do nosso futuro há de ser preenchida por homens e mulheres que não desistem nunca e conquistaram o direito de uma vida digna”, afirma o presidente.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Estadão

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