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Apesar de pouco trabalho, 10 deputados usaram mais de R$ 50 mil

Janeiro foi um mês de pouco movimento na Câmara Legislativa. Os 24 deputados distritais tomaram posse no primeiro dia de 2011, mas o ano legislativo só foi oficialmente aberto um mês depois. Muitos aproveitaram o período para viajar e descansar. No entanto, o demonstrativo consolidado do gasto com verba indenizatória publicado, ontem, no Diário da Câmara, mostra que apenas dois deputados abriram mão das despesas — Cláudio Abrantes (PPS) e Raad Massouh (DEM). Outros 10 distritais gastaram, juntos, R$ 50.375,47, enquanto os demais ainda não prestaram contas.

Cada distrital pode usar, mensalmente, até R$ 11.250 para pagar despesas com locação e manutenção de imóvel, equipamento ou veículo e ainda com combustível, consultoria e divulgação da atividade parlamentar. Para dispensar os recursos a que tem direito, o deputado precisa publicar um memorando. Raad afirma não ver justificativa para o uso da verba indenizatória em janeiro, mesmo tendo sido eleito primeiro-secretário da Mesa Diretora e participado de reuniões. “Foi um período de recesso, diferente dos outros meses. Não usei o dinheiro em prol do mandato. Fui diversas vezes à Câmara com o meu carro. Não vi necessidade de usar a verba”, destaca.

Eliana Pedrosa (DEM) afirma ter trabalhado normalmente no período. Ela foi a única distrital a usar integralmente os recursos disponíveis. “Não existe sessão plenária, mas não é um mês de férias parlamentares”, diz. A deputada lista uma série de atividades desempenhadas no período para justificar o valor gasto com combustível e aluguel de carro. Entre os compromissos, a democrata cita o auxílio a servidores do Hospital de Santa Maria — devido ao fim do contrato da entidade gestora no local — e o apoio à comunidade da Vila Rabelo, que se encontra em área de risco. “A nossa atribuição não é só votar. Alguns podem ter gasto menos porque trabalharam menos ou resolveram sair de férias.”

O segundo lugar do ranking da Câmara ficou com Cristiano Araújo (PTB). De acordo com a assessoria do deputado, ele trabalhou normalmente durante o mês e, com a pouca atividade na Câmara, aproveitou para intensificar as visitas às bases. A maior parte das despesas do distrital foi com gasolina: R$ 5.687. Com o valor do litro em Brasília (R$ 2,67), é possível comprar 2.130 litros do combustível. Outros R$ 4 mil foram usados para pagar consultoria jurídica ao parlamentar.

via Correio Braziliense – Cidades DF – Apesar de pouco trabalho, 10 deputados usaram mais de R$ 50 mil.

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