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Fapesp faz convênio com laboratório

O laboratório Biolab e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) firmaram parceria para o financiamento de pesquisas farmacêuticas em universidades.

É a primeira parceria da Fapesp com um laboratório para a produção de medicamentos e faz parte de um programa de promoção de laços entre instituições acadêmicas e empresas, o Pite (Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica).

Em três anos, a fundação paulista e a Biolab investirão juntas R$ 5 milhões (metade cada uma) em pesquisas.

“O setor farmacêutico é estratégico, e as companhias brasileiras ainda têm uma dimensão pequena se comparada às estrangeiras”, diz Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp. “Por isso é fundamental o poder público contribuir para pesquisas nesse setor.”

A chamada pública para os cientistas apresentarem projetos começa hoje e vai até 10 de junho. Não há restrição de temas, mas a Biolab deve dar ênfase a pesquisas nas áreas de oncologia, antibióticos, diabetes, infecções, cardiologia, entre outras.

“Estamos abertos a qualquer projeto interessante e com potencial para ser transformado em medicamento”, diz Dante Alário Júnior, cientista chefe e sócio da Biolab.

O Pite foi criado em 1995, mas só deslanchou no ano passado. Até 2009, foram firmados, em média, 8,4 convênios ao ano. Em 2010 foram 43. Quase 25% do total investido desde 2001 foi realizado no ano passado.

Foram R$ 48 milhões (metade paga pela Fapesp e metade por empresas), de um total de R$ 206 milhões.

Para 2011, a Fapesp está disposta a desembolsar até R$ 40 milhões, elevando, com a contrapartida das empresas, a R$ 80 milhões o investimento.

“Com o crescimento do Brasil, as empresas estão ficando mais preocupadas com a capacidade de acesso à inovação”, diz Cruz.

Os convênios da Fapesp envolvem diferentes áreas do conhecimento, com um destaque para bioenergia, com parceiros como Braskem e ETH. Há ainda parcerias com empresas estrangeiras, caso da Microsoft.

Para Brito, a parceria só funciona quando a empresa tem “cultura de pesquisa”. “A empresa tem de ter um esforço interno de pesquisa, com pesquisadores próprios conversando com os da academia. Se ela só quer terceirizar a pesquisa para a universidade, não funciona.”

via Folha de S.Paulo – Fapesp faz convênio com laboratório – 01/03/2011.

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