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PIB cresce 7,5% e Brasil vira 7ª economia

O PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 7,5% em 2010, maior taxa desde 1985, o que alçou a economia do país à posição de sétima maior do mundo.Entre as grandes nações ricas e emergentes, a expansão brasileira só perdeu para as registradas por China e Índia no ano passado.Mas essa é uma fotografia do passado: desde o segundo semestre, o cenário é de desaceleração e algumas projeções já indicam uma expansão abaixo de 4% em 2011.Parte do crescimento de 2010 se deveu ainda à fraca base de comparação de 2009, quando o PIB, deprimido pela crise, caiu 0,6%. Difícil será expandir a economia neste ano sobre o elevado crescimento do ano passado e num cenário de aperto das políticas monetária e fiscal para conter a inflação crescente.Diante disso, analistas revisam projeções. A LCA estima uma expansão de 3,6%, e a Tendências, 3,9%. As expectativas mais correntes no mercado indicavam 4,5%.Se confirmadas as projeções, o resultado de 2011 poderá ficar pouco abaixo do crescimento médio do PIB nos oito anos de governo Lula: 4%. No período FHC, a taxa média ficou em 2,3%.Nos dados do último trimestre de 2010, a freada ficou clara na indústria, que caiu 0,3% ante o terceiro trimestre. O PIB, nessa comparação, cresceu 0,7%, puxado pelo consumo das famílias e seu reflexo nos serviços.A desaceleração se manterá no primeiro trimestre, prevê Thaíz Marzola Zara, economista da Rosenberg & Associados. E tende a se intensificar na indústria por conta do câmbio favorável às importações -que contam negativamente no PIB.”Boa parte do consumo será suprida por importados.”Para a economista, as medidas do Banco Central de restrição do crédito com prazo menores e de juros mais altos já começaram “a esfriar a economia”.”O mercado de trabalho continua aquecido, mas o crédito vai encarecer e os prazos de financiamento já estão mais curtos”, diz Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria.Para Roberto Olinto, coordenador de Contas Nacionais do IBGE, o crescimento de 2010 foi ditado justamente pela expansão do crédito que o BC quer frear agora, da renda e do emprego, embora ele reconheça a ajuda da fraca base de 2009.Juntos, diz, impulsionaram consumo e investimento. Até abril de 2010, segundo ele, os incentivos fiscais para a compra de veículos e eletrodomésticos com IPI reduzido também ajudaram.Esses fatores, afirma, explicam o bom desempenho, em 2010, de setores como construção civil 11,4%, intermediação financeira 11,4% e comércio 7,5%. A indústria cresceu 10,1% graças, principalmente, à base de comparação mais fraca de 2009, ao crédito e às medidas de estímulo do início do ano.”O ano passado teve crescimento muito bom, mas incompatível com o potencial de expansão atual da economia brasileira”, diz Zara.

via Folha de S.Paulo – PIB cresce 7,5% e Brasil vira 7ª economia – 04/03/2011.

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1 comment

lair amaro 04/03/2011 at 23:21

Sou leigo no assunto, portanto não repare em minha dúvida. Se as projeções de crescimento em 2011 são de menos de 4%, isso quer dizer que o Brasil pode deixar de ser a 7ª economia já em 2012?

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