As autoridades japonesas confirmaram ontem a presença de césio-137, um isótopo radioativo proveniente da fissão de urânio, na região da usina de Fukushima 1....

As autoridades japonesas confirmaram ontem a presença de césio-137, um isótopo radioativo proveniente da fissão de urânio, na região da usina de Fukushima 1.

“Certamente vários produtos radioativos usados no processo de fissão foram liberados, e entre eles está o césio-137”, explica o engenheiro nuclear Aquilino Senra Martinez, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

A quebra do urânio, por meio de elementos radioativos, produz energia nuclear nas usinas -justamente por isso essa forma de energia pode ser considerada “perigosa”.

O vazamento de césio-137, assim como de outros elementos radiativos, pode provocar deformação nas células da população exposta. Consequentemente, a ocorrência de câncer nas redondezas da usina tende a subir.

Foi o que ocorreu no acidente em Tchernobil -houve um aumento de 4.000 casos de câncer.

O vazamento de césio-137 no Japão, no entanto, é diferente do que aconteceu em Goiânia, em 1987 -um dos piores acidentes radiológicos da história.

Em Goiânia, houve contaminação radioativa por material abandonado. Ou seja: não envolveu usinas. Na ocasião, quatro pessoas morreram.

via Folha de S.Paulo – Saiba mais: Césio provoca alterações em células – 13/03/2011.

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