Seria uma catástrofe. No Rio de Janeiro, boa parte da Zona Sul seria dizimada. O sistema de alerta de tsunami não teria funcionado simplesmente...

Lula e a água que passarinho não bebe

Seria uma catástrofe.

No Rio de Janeiro, boa parte da Zona Sul seria dizimada. O sistema de alerta de tsunami não teria funcionado simplesmente porque não há nada parecido com isso por aqui.

O governador, pego de surpresa em uma festa rave, apareceria só depois de amanhã. Como aconteceu quando o pé-d’água do reveillon retrasado devastou a nossa Fukushima, Angra dos Reis.

O presidente da República não interromperia as férias, exatamente como Lula fez naquele episódio, quando estava mais preocupado com a água que passarinho não bebe com a que matou 53 no Litoral Norte do Rio de Janeiro. As autoridades brasileiras não são dadas aos ambientes de tragédia. Não fazem fotos ao lado de cadáveres, escombros e entulho.

Cabral: voltando da Rave de carona

A Eletrobras, Eletronuclear, o Ministério das Minas e Energia, o Operador Nacional do Sistema Elétrico, a Nuclebras, Furnas Centrais Elétricas, a ANEEL, a Comissão de Desenvolvimento da Câmara, a do Senado, a… Teriam marcado uma reunião para a próxima terça-feira, no fim da tarde, com o objetivo de iniciar o debate sobre o grupo de trabalho que será designado para assessorar a elaboração do  anteprojeto do marco regulatório do sistema de atendimento a contingências que o governo iria propor brevemente. Porque é sempre assim que acontece quando há uma emergência nacional.

Provavelmente não haveria dinheiro para atender as emergências porque o ministro responsável pela verba teria privilegiado sua província com 94% do Orçamento, embora sua província não esteja nem perto das zonas de alto risco. Mais ou menos o que fez o saudoso Geddel Vieira Lima, que Deus o tenha na Bahia.

As primeiras horas após o impacto dos sismos seria de total desorientação. Ninguém, de nenhuma entidade, instituição, coporação, autarquia, ministério, secretaria apareceria para botar ordem no caos. Foi assim no apagão do mês passado. Também quando o avião da TAM caiu na cabeceira de Congonhas.

Geddel: I wanna money back to Bahia!...

Caberia aos líderes do governo enfatizar que o tsunami não afetou o reator nuclear de Angra 3. O fato de ele ainda não ter sido inaugurado passaria despercebido. A estratégia focada em Angra 3 também ajudaria a obscurecer o desaparecimento de Angra 1 e 2, levadas pela onda gigante para algum lugar recôndito no fundo da Baía de Angra.

O governador Geraldo Alckmin certamente teria uma reação tão assertiva quanto anódina. E de pronto se disporia a mandar investigar o vazamento de material radioativo porque investigar vazamentos é com ele mesmo.

Daqui a dois meses, o assessor especial de relações internacionais seria flagrado fazendo um gesto obsceno (top-top) da janela de seu gabinete por um cinegrafista da Globo. Sorte dele ser brasileiro. Se fosse o chanceler japonês, estaria a um passo do harakiri, que é como governantes do arquipélago oriental costumam  purgar os vexames públicos.

De uma coisa o Brasil poderia se gabar. Não haveria necessidade de o Paraguai ficar com a metade da Copa do Mundo, como a Coréia fez, livrando o Japão de expor ao risco de um grande terremoto os jogadores que disputariam lá o mundial de 2002. As obras da Copa, reconheçamos, não teriam sofrido nenhum dano.

Graças a Deus elas estão totalmente atrasadas!



Sem comentários ainda.

Comente!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *