Um aumento do nível de radiação na planta de Fukushima forçou a retirada dos 50 técnicos que ainda tentavam combater o fogo em dois...

Um aumento do nível de radiação na planta de Fukushima forçou a retirada dos 50 técnicos que ainda tentavam combater o fogo em dois dos seis reatores da usina termonuclear de Fukkushima. O quadro, gravíssimo,se instalou temporariamente, até os gases irradiantes se dispersarem na atmosfera. De acordo com a Empresa de eletricidade de Tóquio, que explora a usina, os trabalhos já foram retomados.

Autoridades admitiram que o país vive a pior crise desde a Segunda Grande Guerra, quando o Japão foi bombardeado duas vezes com ogivas nucleares que destruiram as cidades de Hiroshima e Nagasaki. O imperador Hiroito, de 77 anos, fez um raro pronunciamento pedindo aos compatriotas que não se rendam à desesperança.

O pico da radioatividade foi detectado por volta de 11 horas da manhâ, 11 da noite pelo horário brasileiro. De acordo com o porta-voz oficial Yukio Edano, chefe de gabinete do governo, logo depois eles começaram a baixar.

Ao mesmo tempo em que cresce o pavor de uma tragédia nuclear, cessam as esperanças de encontrar sobreviventes entre os escombros do tsunami do último sábado. Oficialmente, quase oito mil pessoas continuam desaparecidas. Até agora, a contagem oficial de mortos está em 3.676. 440 mil perderam suas casas e estão em abrigos coletivos.

O colapso dos serviços públicos fez com que 1,6 milhão de japoneses ficassem sem o fornecimento água potável. Em várias cidades há uma situação de completo desabastecimento. Além de víveres, também faltam energia e combustíveis para o aquecimento das residências, necessário para temperaturas que beiram zero grau.



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