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Crise nuclear no Japão já é tão grave quanto a de Three Miles Island

A Agência Internacionalde Energia Atômica elevou de 4 para 5 o nível de gravidade do acidente nuclear de Fukushima. Isso equipara o status do que está acontecendo no Japão com o acidente nuclear de Three Miles Island, nos Estados Unidos,  o segundo mais grave incidente da história.

No fim de março de 1.979, um dos reatores da central termonuclear americana saiu de controle e derreteu parcialmente, liberando vapor radioativo durante cinco dias. Apesar da comoção provocada na opinião pública,, nunca houve nenhuma evidência científica que comprovasse o aumento do número de casos de cancer nas pessoas que moravam próximas a Three Miles Island.

Ainda aparentemente sem uma solução para mitigar o propblema, o governo e os técnicos japoneses continuam tentando resfriar os núcleos que estão fora de controle com água lançada por helicópteros e por um caminhão-tanque cedido pelo exército dos Estados Unidos.

O porta-voz da crise, Yukio Edano, enxerga na fumaça branca que se eleva das plantas após a aspersão de água um sinal de que está sendo bem-sucedida a operação de resfriamento. O raciocínio inverte o provérbio segundo o qual onde há fumaça, há fogo. “Nós observamos vapor depois que a água foi jogada, então nós acreditamos que a água atingiu a piscina de regriração [do reator nº 3]”, disse o ministro-chefe do gabinete japonês. Antes, a ocorrência de vapor era vista como um sinal de preocupação extrema. A afirmação também evidencia que as autoridades não sabem ao certo o que está ocorrendo no coração das instalações.

De acordo com a CNN, autoridades locais das cidades próximas da usina reclamam  que o governo não está sendo transparente o suficiente diante da emergência nuclear. “Isso está causando muita ansiedade entre as pessoas que foram evacuadas não conseguir informações atualizadas”, disse o porta-voz do governo da cidade de Tamura, a 20 quilômetros de distância de Fukushima. O primeiro-ministro japonês prometeu mais agilidade na divulgação de fatos relacionados ao acidente.

Técnicos da TEPCO, a empresa que explora a usina, continuam tentando religar o sistema de refrigeração do reator nº 2. Eles conseguiram passar um cabo elétrico e agora trabalham para ligar a energia a um transformador para que as bombas sejam acionadas. Se tiver sucesso, a operação pode fazer com que a temperatura do núcleo de urânio volte ao normal, reduzindo os níveis de radioatividade no local.

Os níveis de radiação se tornaram críticos em localidades que ficam a até 30 quilômetros de distância das centrais nucleares. A nordeste da planta foram detectados níveis de 0,17 milisieverts por hora. Uma pessoa que eventualmente ficasse exposta a essa carga de radioatividade absorveriam mais radiação do que seria tolerável em um ano.

Seis dias após o terremoto e o tsunami, a contagem oficial de mortos se paroxima de sete mil. 280 mil pessoas foram alojadas em 2.200 abrigos provisórios. 10.354 continuam desaparecidas.

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