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“Suposta” filha de José Alencar não vai tentar evitar cremação

Rosemary: friustração por nunca ter podido conversar com o pai

Rosemary de Morais, a professora aposentada que foi reconhecida pela justiça como filha do José Alencar, não vai tentar impedir a cremação do corpo do ex-vice-presidente. A informação é do advogado Geraldo Jordan de Souza,  que a representa desde o início do processo de investigação de paternidade.

“A gente respeita a decisão da família. Não queremos causar constrangimentos. A fase processual já está ultrapassada e não vemos necessidade disso”, assegurou o advogado ao Blog do Pannunzio. O caso corre há doze anos.

No entendimento do procurador da professora aposentada, a família de Alencar é quem deveria estar preocupada em preservar o corpo para que dúvidas futuras, se houver, possam ser sanadas. “Se paira alguma dúvida, eles é que teriam a obrigação de evitar a cremação”.

O advogado não sabe ainda quais serão os próximos passos. De acordo com ele, a família do ex-vice-presidente vai ter que passar a integrar o polo passivo para a realização do inventário. Só então começarão as discussões em torno da divisão da herança, para a qual Rosemary, no entendimeto de seu defensor, já está habilitada pela decisão da Primeira Instância, que reconheceu, por preseunção, a paternidade de Alencar.

Filha se diz frustrada por nunca ter conseguido falar com o pai

Ao contrário do que vinha sendo informado pela imprensa, a professora aposentada Rosemay de Morais nunca pretendeu ir ao velório de José Alencar. Ela permence em Caratinga, sua cidade natal. Em entrevista por telefone ao Blog do Pannunzio, disse estar magoada porque jamais teve a chance de conversar com o ex-vice-presidente.

“Ele foi um herói para todos os brasileiros. Mas não agiu corretamente comigo. Eu só queria que ele me conhecesse e percebesse que sou a mais parecida com ele em relação aos valores morais que cultuava “, disse a “suposta” filha.

Ela assegurou que só ficou sabendo de quem era seu verdadeiro pai no fim dos anos 90, quando a avó, no leito de morte, revelou os vínculos de parentesco com o ex-vice-presidente. “Ela sabia das minhas dificuldades. Contou quem era meu pai e recomendou que eu  o procurasse caso necessitasse de ajuda”.

Catorze anos se passaram desde então. Rosemary nunca conseguiu ser recebida pelo pai, que chegou a ser penalisado pela prática de litigância de má-fé em função dos recursos protelatórios impetrados por seus advogados. Em agosto do ano passado o juiz responsável pela condução do processo reconheceu que Rosemary é filha de José Alencar.

A principal prova foram as reiteradas recusas em permitir a realização de um exame de DNA que poderia elucidar definitivamente o assunto. Os advogados dele recorreram da decisão. O recurso permanece em tramitação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

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