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Yellow pride, uma delícia de manifesto antirracista

Pesquei o texto na seção de comentários do Blog do Reinaldo Azevedo. Um momento de bom-humor em meio à guerra autofágica dos jornalistas, que lutam entre si para ver quem é mais branco, negro ou… amarelo! Assinado por Maurício, que eu gostaria muito de saber quem é.

Yellow Pride

Sentindo sermos parte de uma minoria, segregada no Brasil, nós Japas reivindicamos uma atitude do governo federal para sermos igualados aos negros no status dos direitos de cidadãos, mesmo que não possa chamar negro de negro.

1 – Fica estabelecida a cota de 5% para japas nas universidades públicas das regiões Sul, Sudeste, Sudoeste, Central, Norte, Noroeste e Nordeste do Brasil.

2 – Fica proibido chamar descendentes de japoneses, coreanos, chineses e principalmente ameríndios e toda sorte de asiáticos que possuam fenótipo tipo japinha de japa.

Os inuits, (que não devem ser chamados de eskimós) assim como todos os parentes da Bjork, também gozam da mesma proteção.
Será considerado crime hediondo inafiançável e imprescritível ameríndio fazer passar-se por japa, já que contam com legislação própria.

3 – Fica proibido chamar os japas de japas, pois o termo é pejorativo e denigre (ups!) a imagem deste como ser humano.

4 – Fica estabelecido que os japas devem sem chamados de “cidadãos de ascendência asiática “.

5 – Chamar japas de japas passa a ser crime de racismo, mesmo que seja público e notório o fato da raça humana ser uma só.

6 – O mesmo é estendido às variações “japonês”, “japão”, “japorongo”, joãponês” “japinha”, etc.

7 – Fica proibido usar expressões de cunho pejorativo associadas aos japas. Ex: “Coisa de japonês!”, “Serviço de japa…”, “Só podia ser japorongo”, etc.
A expressão “Made in Japan” só será permitida á obra fonográfica da banda britânica “Deep Purple” uma vez que consideramos qualquer forma de preconceito inaceitável, mesmo os preconceitos positivos, já que podem gerar falsas expectativas, ficando portanto proibida a expressão “Made in Japan” para produtos oriundos daquele país que deverá ser substiuída, sob pena de pesadas multas, pela expressão “Made in The Yellow Pride Nation”.

8 – Fica estabelecido o dia 21 de novembro como o “dia nacional da consciência japa”, mesmo que não possa chamar japas de japa.

9 – Fica estabelecido o dia 23 de junho como o “dia nacional do orgulho japa”, mesmo que não possa chamar japas de japa.

10 – Fica criada a Sub-secretaria Especial de Políticas para Promoção da igualdade Japa, subordinada à Secretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Racial, mesmo que seja público e notório o fato da raça humana ser uma só.

11 – Fica estabelecido o prazo de 2 anos para a Sub-secretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Japa virar Ministério dos Japas, juntando-se aos outros 40 ministérios brasileiros, mesmo que não possa chamar japas de japa.

12 – Fica proibida qualquer atitude de segregação aos japas, as quais os caracterizem como inferiores ou superiores a outros seres humanos.

13- Fica restrita ao governo brasileiro a pré-suposição de que os japas são inferiores, estabelecendo cotas, restrições associativas, nominativas e sanções para as mesmas.

14 – Passa a ser crime de “japafobia” qualquer agressão deliberada contra um japa, mesmo que não possa chamar japas de japa.

15 – Toda criança que usar a expressão “Japonês, Calabrês come cebola peida fedido” estará cometendo Bullying e deve ser encaminhada para tratamento psicológico.

Conclamamos os descendente de Calabrês a articular uma pauta de proposituras visando estabelecer uma política de proteção contra o preconceito racial que ao mesmo tempo possa indenizar as injustiças históricas e sociais e promover a inserção social em termos mais igualitários, deixando de lado premissas conjecturais não demonstráveis ao olvido.

16 – Em caso de um negão chamar um japa de japa, este adquire o direito de chamar o negão de negão sem aplicação das sanções previstas em Lei.

Analogamente e por extrapolação subsequentemente lógica, um prejudicado verticalmente que chamar um japa de japa poderá ser chamado de anão (somente pelo japa referido) assim como um indivíduo loiro que chamar um japa de japa poderá ser chamado de “lemão” (somente pelo japa assim referido) por extensão lógica infere-se que toda sorte de infortúnio racial ou prejuízo corpóreo (prejudicados capilares: carecas, de 1 membro inferior: perneta, de movimento locomotor: manco ou manquitola por ex.) incluem-se na reciprocidade aqui descrita.

 

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11 comments

Fábio 03/03/2012 at 13:46

Legal! Pergunte para o otário que escreveu este texto por quantos séculos os japoneses foram escravizados no Brasil.
Pergunte a ele se japonês sofre preconceito pela cor da pele?
E ainda tem gente que acha isso engraçado…

Reply
Marcos 09/03/2012 at 19:37

Os japoneses chegaram ao Brasil com uma mão na frente e outra atrás. Em um país com clima, cultura, alimentação, tudo extremamente diferentes. Foram perseguidos durante a segunda guerra. Em alguns países, como Estados Unidos e Canadá, tiveram seus bens confiscados e foram colocados em campos de concentração. No Brasil, todos foram compulsoriamente retirados das cidades litorâneas.

E, no entanto, sem reivindicar nenhum privilégio, ocupam uma porcentagem expressiva das vagas em universidades de primeira linha e dos cargos concursados nas entidades e órgãos públicos.

Entendeu a razão deles se darem ao luxo de fazer piada?

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Alê 02/03/2012 at 19:41


Olá Fábio 🙂 !

Este é o meu primeiro comentário em seu blog.
Inclusive, se vc me permite, noto que seu blog é um tanto irregular, no que diz respeito às atualizações de postagens – pecado mortal para quem deseja ser considerado referência e “relevante” na blogosfera política e/ou de costumes.

Isso posto, sou mais uns dos muitos (centenas? milhares?) de “Reinadeltes” que veio parar aqui, por conta do post do RA, querendo conferir “in loco” o que foi postado lá.

Não é a minha primeira passagem. Já havia visitado este blog, por ocasião do episódio “BC x Garis” – fato que menciono por conta de um comentarista daqui.

Honestamente, na ocasião, achei sua defesa tímida e me decepcionei um pouco contigo, profissional que acompanho há vários anos e cujo comedimento e sutileza não me passam desapercebidos (seus esgares e levantadas de sobrancelhas, diante de absurdos e incoerências noticiados, são bastante eloquentes, para quem tem um olho, nesta terra de cegos…).
Aliás, falando desse assunto já morto – BC x Garis -, acredito ter sido muito mais enfático e plausível que vc, na ocasião: http://goo.gl/MCX3q  (caso o tema ainda interesse, recomendo que leia todas as intervenções minhas a posteriori)

Mas o que me fez comentar aqui, dentro deste post, foi o seu, digamos, “entusiasmo” pela verve cômica do sr. Maurício que, na verdade, apenas reproduziu um “meme”.
Há vários outros semelhantes, como pode ser constatado aqui: http://goo.gl/PTaKb ou aqui: http://goo.gl/1GbXp

Caso queira se deliciar, aí sim!, com um momento original e invertido da discriminação por cor, é indispensável que se assista ao clip “Rap do Ruivo”-> http://goo.gl/qUcWh , verdadeira “denúncia” non sense dessa mácula social e preconceituosa que é o racismo.

Saudações,

Alê

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Fábio Pannunzio 02/03/2012 at 19:58

É verdade, Alê. Por falta de tempo, tive que abandonar o blog durante alguns meses. Antes, ele tinha um conteúdo noticioso atualizado várias vezes ao dia. Como eu trabalho sozinho, tenho que me haver com questões técnicas que não domino e com os processos judiciais que vão chegando. Vou olhar com atenção suas sugestões e prometo aproveitar todas. Espero que você volte muitas vezes. Obrigado e um abraço.

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Bruno 01/03/2012 at 12:32

Este sim, é um texto racista, que faz troça com as reivindicações dos negros. Aliás, retirado do blog de um notório racista (além de homofóbico).

Quem não é analfabeto funcional, nem analfabeto político, como a maioria por aqui, nota facilmente o verdadeiro racismo da turma que é contra as cotas raciais.

Fabio, já comprou o seu exemplar do livro do Ali Kamel?

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Fábio Pannunzio 01/03/2012 at 13:58

Já sim. E também já li. E você, também leu ou está só endossando o que outros que não leram comentam a respeito ?

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Bruno 01/03/2012 at 22:07

Li. Com desgosto (são os ócios do ofício). É ruim de dar dó. E você, o que achou? A julgar pelos textos que aqui reproduz (Reinaldo, Magnoli), deve ter achado um tratado sociológico de alto valor! Coisa de racista enrustido – ou nem tanto assim -, tentando inverter a lógica.

E não queira nos enganar com essa história de que você e o racista Azevedo não se entendem. Esse conluio dissimulado para trocar leitores já é bastante manjado.
O seu blogue, aliás, estava jogado às traças. Só voltou a ter algumas visitas depois que a mula da Veja citou você por lá, para aqueles boçais (em número superestimado) que o seguem.

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Fábio Pannunzio 01/03/2012 at 23:03

Bom, quem eu conheço e quem não conheço, não é da sua conta. Se quiser postar comentários aqui, dispa-se dos seus preconceitos. Se não gosta do meu blog, leia outro. Tem muitos por aí. A blogosfera é democrática.

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mts 01/03/2012 at 19:43

Saiu no Uol que o Lulla apoia a permanencia do Ricardo Teixeira na CBF. Alguem tinha duvidas que Ricardo Teixeira combina com Lulla. Que eh da turma do Lulla. Que pensa como o Lulla.
O ricardo eh da turma que apoia as cotas raciais para ratazanas.
Hitler apoiava as cotas raciais para arianos,
e bruno deve apoiar as cotas raciais para cleptomaniacos.

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mts 01/03/2012 at 06:37

Ola, Fabio.
Fui “trazido” aqui, por um artigo no blog do reinaldo azevedo.

Daqui pra frente, sera lido frequentemente pelos que la navegam. Seu artigo , inicial para mim, sobre o racismo lucrativo do botinha de rosa, me agradou bastante. Acredito que essa opiniao eh compartilhada por muitos outros.

Mas, teras um contratempo tb.
Os petralhas quadrupedes , desocupados, provavelmente virao tentar convence-lo a mudar suas conviccoes.
Elles sao assim…acham que todos tem uma etica movel, que muda de acordo com as conveniencias.

Prepare-se. Esses caras sao abaixo da critica. Devem trabalhar em algum diretorio petralha , pagos para falar tolices , parecendo varias pessoas diferentes.

Abcs!

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Vinícius Jadyr 29/02/2012 at 23:41

Ri litros. A área de comentários dos blogs políticos têm seus bons momentos.

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