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Defesa de Arruda cogita não recorrer ao TSE

“O próximo passo é tira-lo da cadeia”, diz um advogado de Brasília que tem muita, muita proximidade mesmo com a equipe de defensores de José Roberto Arruda. A resposta era a outra pergunta: “Vocês não vão recorrer ?”

O advogado diz que o governador cassado do DF só tem vantagens em aceitar a condenação que lhe foi imposta pelo TRE, embora tenha grandes chances de reverter a decisão na segunda instância. Os fundamentos que levaram à deposição de Arruda, segundo ele, são muito mais políticos do que jurídicos. “Quem tem que raciocinar politicamente é o Supremo Tribunal Federal”, diz o especialista em direito eleitoral. “O TSE, por tradição, não vai aceitar uma sentença como a que foi exarada na sessão de anteontem”.

Segundo a fonte, Arruda só teria vantagens se decidisse deixar as coisas como estão. A primeira delas seria construir um forte argumento para a reversão da prisão. “Ao deixar de ser governador, ele elimina boa parte dos motivos que levaram à decretação da prisão provisória porque perderia o poder de manipular provas e testemunhas”.

Essa vantagem seria suficientemente significativa para compensar o risco de que o ex-governador seja transferido para o presídio da Papuda, onde estão os quatro aliados que ele escalou para subornar o jornalista Edson Sombra.

Outra vantagem: no caso de ainda sonhar em voltar à política um dia, Arruda poderia dizer a seus eleitores que foi vítima de uma perseguição por parte da Justiça e dos inimigos políticos. “Isso é bem melhor do que ser impedido de governar pela Câmara Distrital. Uma coisa é deixar a vida pública como vítima de uma perseguição, outra é ser expulso como chefe de quadrilha”, diz o advogado.

Ele também não vê nenhuma vantagem na manutenção do foro especial. “Se o processo dá entrada como qualquer outro, há mais instâncias, mais recurso e invariavelmente consome-se mais tempo, o que beneficia os réus”.

 

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