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Câmara Legislativa está quase parando

Luísa Medeiros

A dois meses do início oficial da campanha para as eleições de outubro, os deputados da Câmara Legislativa devem manter em plenário o mesmo ritmo lento de trabalho incorporado desde que estourou a Operação Caixa de Pandora, em novembro do ano passado. A tensão pré-eleitoral, que paira na Casa, pode emperrar mais ainda a extensa pauta de votações, que hoje acumula mais de 500 projetos parados.

Os assuntos prioritários que deverão ser tratados no próximo bimestre nem sequer foram definidos pelos líderes partidários. Um dos motivos da letargia é a nova troca de comando do Palácio do Buriti. A mudança trouxe uma indefinição nas correlações de forças na Câmara, que aguardam uma agenda do Executivo para se reposicionarem politicamente.

O atual Governo do Distrito Federal só pretende elaborar a agenda depois de concluída a análise de todos os projetos de autoria do Executivo em tramitação na Câmara. O governador Rogério Rosso (PMDB) determinou que uma equipe técnica da Secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão tenha conhecimento e controle das proposições, principalmente daquelas que envolvem recursos públicos. Existem propostas do Executivo que tiveram seu valor inicial triplicado devido às emendas parlamentares.

“Tirar (os projetos), não tem problema. Depois, se quiser, pode pedir para retornar à pauta. Mas acho que o governo tem que construir logo um apoio possível para votar os projetos dele. Mandar o time de choque para cá votar as matérias”, disse o presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), que até o último dia 16 era o governador interino do DF.

Para Lima, o “abacaxi mais grosso” foi descascado por ele, enquanto esteve à frente do Palácio do Buriti. “O aumento salarial (dos servidores) eu que enfrentei”, lembrou, dizendo que agora Rosso tem que tocar as obras que estão em andamento e precisam ser inauguradas, como as Vilas Olímpicas. O deputado defende que a prioridade na Câmara, para os próximos dois meses de legislatura, seja a aprovação dos créditos orçamentários e das possíveis alterações que o Executivo poderá fazer na estrutura governamental.

O líder do DEM, Paulo Roriz, criticou a retirada dos projetos do Executivo da pauta. “São mais de 150 propostas”, ponderou. O neo-oposicionista disse que a Câmara aguarda as decisões do GDF para poder andar. “Estamos preparados para executar todos os projetos que cabem a nós. Mas o Executivo tem que fazer a sua parte”, disse. Pertencente à base aliada, o deputado Aylton Gomes (PR), líder do extinto bloco Republicano Progressista, aposta na retomada do funcionamento normal da Casa. “A crise está sendo espantada. A eleição indireta foi legítima. Os deputados têm disposição para retomar as votações”, disse, sem revelar, no entanto, quais serão os assuntos prioritários para os próximos 60 dias. A reunião para decidir a manutenção do bloco deve ocorrer esta semana.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Correio

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