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Em ação criminal, deputado do MT pede prisão de blogueiros e repórter da Band

Por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA

O deputado estadual de Mato Grosso, José Geraldo Riva (PP), pede em ação criminal que os blogueiros Adriana Vandoni, Enock Cavalcanti e o jornalista Fábio Pannunzio sejam presos pela publicação de informações a seu respeito.

Desde novembro de 2009, em acordo com a decisão do juiz Pedro Sakamoto, da 13ª Vara Cível de Cuiabá (MT), Adriana e Enock estão proibidos de citar o parlamentar em seus textos.

Para Adriana, autora do blog Prosa e Política, a ação de Riva sugere pena de seis anos e seis meses. O blogueiro Cavalcanti – que escreve ao blog Página do E -, no entendimento do deputado, deve passar 11 anos na cadeia.

A ação criminal inclui também o jornalista Fábio Pannunzio, da Band. No fim do mês março, o deputado pediu indenização de R$ 2 milhões ao repórter por matéria publicada em sua página pessoal a respeito da decisão do Tribunal de Justiça do Mato Grosso que determinou a imediata aposentadoria compulsória de três desembargadores e sete juízes. Na apuração, o jornalista cita relações entre os magistrados e o deputado Riva.

Para Pannunzio, que permutava textos com Adriana e Enock na tentativa de driblar a censura judicial aos blogueiros do MT, o deputado espera condenação de 15 anos em regime fechado.

A troca de textos entre os três blogueiros começou quando Pannunzio foi também censurado em sua praça de atuação, em Brasília (DF), por ação movida pela esposa de um suposto chefe de quadrilha internacional que fraudava concessão de vistos para trabalho temporário nos EUA. Pannunzio já não está mais sob censura.

Adriana Vandoni disse ao Portal IMPRENSA que a iniciativa do deputado “é um ato de intimidação”. Ela sublinha, ainda, “que a ação de censura até hoje teve seu mérito julgado”.

Pannunzio afirmou que, como o alvo das ações é sua página pessoal, não recorerrá à Band para lidar com o caso. Ele relatou à reportagem que foi pressionado durante a cobertura do caso da aposentadoria dos magistrados. “Sofri pressão para não fazer a matéria, com todo o tipo de aceno indecente, inclusive com oferta de dinheiro”, relatou.

A reportagem procurou o deputado em seu gabinete na Assembleia do Mato Grosso, mas foi informada que, por conta do feriado, muitos dos parlamentares não estão na Casa.

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