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Investigação pode implicar procurador-geral do DF

Agencia Estado

Depois de desencadear uma crise no Executivo e no Legislativo, o escândalo de corrupção no Distrito Federal avança sobre o Ministério Público (MP) local. O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) começou a interferir para acelerar investigações que podem atingir o procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra.

Ex-secretário de Relações Institucionais e delator do esquema do “mensalão do DEM”, Durval Barbosa acusou Bandarra de receber R$ 1,6 milhão para não incomodar o governo, avalizando, até mesmo, contratos de limpeza urbana feitos sem licitação. O procurador nega e nenhuma prova foi apresentada pelo ex-secretário do governador cassado José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM).

Ontem, em sessão do CNMP, o conselheiro Bruno Dantas apresentou requerimento para retirar das mãos da Corregedoria do MP do DF o poder de investigar Bandarra. O CNMP instaurou sindicâncias em dezembro, mas só pode começar a apurar depois de a corregedoria concluir sua parte. Conselheiros consideram que o órgão leva o caso em ritmo lento e a apuração pode não levar a lugar algum. Por isso, querem interferir. “O que nós estamos facultando é que o Leonardo Bandarra demonstre que essas acusações são levianas”, afirmou Dantas.

O primeiro movimento de interferência do CNMP ocorreu na segunda-feira, quando o órgão de controle externo do MP concedeu liminar às procuradoras do DF Ruth Kicis Pereira e Suzana Vidal de Toledo Barros, autorizando acesso aos contratos sob suspeita.

Contratos

Até hoje, pelo menos sete empresas recebem R$ 66 milhões em contratos emergenciais na área de limpeza urbana. O suposto acordo para o Ministério Público ficar calado em troca de propina foi feito, segundo depoimento de Durval Barbosa, entre Bandarra e Arruda.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Estadão

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