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”Minha mulher não tem nada a ver com Arruda. Ela trabalhou a vida inteira”

Leandro Colon
Entrevista:
Heraldo Paupério: advogado e marido da sogra do governador do DF
Em entrevista ao Estado, o advogado Heraldo Paupério negou-se a esclarecer a origem do dinheiro dos imóveis comprados por sua mulher, Wilma Peres, sogra do governador José Roberto Arruda. “Isso não interessa a vocês”, afirmou. Paupério é padrasto da primeira-dama, Flávia Arruda, e foi advogado de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais e delator do esquema de corrupção no DF.
O Estado conversou com Paupério na quarta-feira. Ele estava no Rio de Janeiro com a mulher. Foi Wilma quem atendeu ao telefonema – ficou nervosa ao ser indagada sobre os imóveis e passou o aparelho para o marido. Irritado, disse que abandonou Barbosa ao descobrir que ele fizera acordo com a Promotoria.
Como avalia o escândalo do mensalão do DEM?
Não temos nada a ver com essa problemática que está existindo. Eu não misturo relações profissionais com pessoais. Eu conheço José Roberto Arruda há muitos anos. Sempre achei que ele fosse uma pessoa normal. Não desgosto dele, não tenho porque ter raiva. Mas minha relação com ele é familiar.
A sua mulher, Wilma Peres, comprou dois apartamentos este ano, um deles de três quartos. Com quais recursos adquiriu o imóvel?
Isso é uma coisa que interessa a ela e à Receita Federal, e não à imprensa.
Na escritura de um dos imóveis, diz que ela pagou R$ 170 mil, mas ele vale R$ 350 mil…
Isso tudo? Que maravilha, sensacional. Na época em que foi comprado (há 9 meses), valia infinitamente menos.
Como ela pode comprar esses imóveis com salário de professora aposentada?
Isso não interessa a vocês. Por que vai interessar a vocês?
Porque ela é sogra de um governador sob suspeita…
Mas ela não tem nada a ver com o governador. Não depende dele. Ela trabalhou a vida inteira. Só interessa para você que é curioso.
Numa conversa com Durval, Arruda fala de uma dívida de R$ 100 mil com o senhor…
É uma maravilha. É um problema deles, não meu.
O Durval diz ao Arruda que havia pago R$ 400 mil ao senhor. O senhor recebeu esse dinheiro?
Nossa mãe de Deus, que maravilha. Isso é problema dele, é conversa dele. Você tem que me respeitar. Não interessa. Você é curioso demais. Eu era advogado do doutor Durval. E até por questão de ética não posso falar nada quanto a isso.
Ainda advoga para o Durval?
Não, porque eu não tinha conhecimento de que ele iria fazer uma delação premiada. E acho que com isso ele deixou de confiar em mim. E me senti à vontade para renunciar.
O senhor está decepcionado com o Arruda?
Eu fui delegado de polícia, promotor e agora sou advogado. Eu só acredito em verdade quando é escrita em decisão judicial transitada em julgada.
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