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PMDB prorroga punição para deputados do partido envolvidos em suposto esquema no DF

Gabriela Guerreiro, da Folha Online.

O PMDB só vai discutir punições para os deputados do partido flagrados recebendo dinheiro do esquema conhecido como mensalão do DEM no Distrito Federal depois da conclusão das investigações judiciais sobre o caso.

Apesar de três deputados distritais peemedebistas terem sido citados no inquérito da Polícia Federal como possíveis recebedores de propina, a presidente interina do PMDB, Iris de Araújo (GO), disse hoje que a legenda não pode “antecipar julgamentos” sobre os seus filiados.

“Os parlamentares do PMDB citados em vídeos e denúncias apresentaram as suas defesas. Agora, não podemos antecipar julgamento, muito menos cometer injustiças. É preciso, sim, esperar a devida apuração dos fatos para, a partir daí, tomar resoluções definitivas no que diz respeito aos filiados do partido que possam ter tido participação no caso”, afirmou.

Assim como o PMDB, o DEM também ainda não discute punições aos deputados distritais do partido flagrados recebendo dinheiro do suposto mensalão. Todos foram filmados por Durval Barbosa, ex-secretário do governador José Roberto Arruda (DEM) que denunciou o esquema em troca da delação premiada –já que responde a mais de 30 processos na Justiça.

Entre os democratas flagrados nas imagens, está Leonardo Prudente, presidente licenciado da Câmara Legislativa que aparece nas imagens guardando dinheiro nas meias. O partido abriu processo de expulsão contra Arruda, mas não mencionou as denúncias contra os deputados distritais e o vice-governador do DF, Paulo Octavio (DEM).

Araújo classificou de “graves e estarrecedoras” as “evidências” que envolvem o governador do Distrito Federal no esquema do pagamento de propina a aliados na Câmara Legislativa do DF. A presidente do PMDB reiterou que o partido vai entregar todos os seus cargos no governo do Distrito Federal, como decidido ontem pela Executiva Regional da legenda.

“Como presidente do PMDB, quero reafirmar a decisão tomada ontem no sentido de que todos os integrantes do partido deixem imediatamente os cargos que ocupam no governo. A sequência sem fim de acontecimentos que brotam, um após o outro, tal qual uma erva daninha, cria um explosivo ambiente que desafia as extraordinárias conquistas alcançadas na luta pela consolidação do processo democrático brasileiro”, afirmou Araújo.

Amanhã, a Executiva Nacional do partido se reúne para discutir o caso Arruda. Araújo disse que o partido não ficará “em hipótese alguma passivo diante deste lamentável episódio que provoca a indignação do povo brasileiro”.

Acusados

Os deputados distritais Eurides Britto (PMDB), Benício Tavares (PMDB) e Roney Nemer (PMDB) estariam envolvidos no suposto mensalão do DEM. Eurides Brito, líder do governo na Câmera Legislativa, é acusada de receber R$ 30 mil mensais em troca do apoio político-partidário ao governo Arruda. Ela aparece em vídeo enchendo sua bolsa com dinheiro entregue por Barbosa.

Além dos parlamentares, o ex-deputado distrital Odilon Aires, atual presidente do Instituto de Atendimento à Saúde do Servidor do Distrito Federal, aparece em um vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa, que o acusa de receber R$ 30 mil mensais do esquema.

O PMDB foi o sexto partido a deixar o governo do DF depois do escândalo do mensalão do DEM. O partido ocupa cerca de dez cargos no governo Arruda, entre eles a presidência da Novacap (companhia urbanizadora do DF), a presidência da Codeplan (Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central), a administração do Plano Piloto (bairro de Brasília) e a chefia de gabinete do governador Arruda –que era ocupada por Fábio Simão, acusado de gerenciar os contratos de terceirização de serviços do governo do DF, com o objetivo de arrecadar dinheiro de propina dessas empresas para o suposto esquema do mensalão.

Até agora, PPS, PSDB, PSB, PDT e PV já retiraram o apoio ao governo do democrata.

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